Em tempos quando era ainda Um menino, beija-flor E num lugar que ficou longínquo Cruzamos o nosso olhar. Foste… Foste um amor pensado Um desejo realizado Foste tempo consequente D’onde estiveste sempre ausente. Foste amor mal dado Que jamais foi abençoado. Lembras-te? Das poucas coisas que me davas E do tanto que te retribuía. Foste tanto e tão pouco Que nem a amizade foi consumada Como se o pequeno beija-flor Visitasse rosa envenenada. Com a minha inocência perdida Nunca esqueci a pureza dos meus sentimentos E de todos os contratempos por ti criados Foste… Foste crueldade embrulhada em delicadeza. Deixando sonhos bons abandonados. E… foste a ferida que doía tanto E por vezes tirava o meu sono, Hoje é só cicatriz Que não me faz pensar em nada. Deixei de ser menino beija flor E passei a ser Homem Mas sempre com o coração cheio de Amor.
Há muito tempo escrevi uns versos e achei que deveria ser o fim de um poema. Porém este poema nunca teve início e nem meio. Dias atrás enviei as poucas linhas à minha amiga Moonlight: http://moonlight-wwwmoonlight.blogspot.com e ela completou, cabendo a mim apenas mais uns versos.
Obrigado Moonlight pela delicadeza e sensibilidade por, mesmo sem conhecer a minha história, escrever algo tão verdadeiro.
Este desafio recebi da amiga Moonlight: http://moonlight-wwwmoonlight.blogspot.com/ e consiste em responder cinco perguntas sobre o Natal e indicar cinco blogs para fazerem o mesmo.
Aí estão elas:
1. Eu já tive... um trenzinho de brinquedo que ganhei no Natal! 2. Eu sei que... o Papai Noel não existe, mas sem a imagem dele o Natal fica sem graça! 3. Eu sei que... todo esse capitalismo deixa o Natal sem o espírito de Boas Novas. 4. Eu sei que ... o Natal é uma época de esperança, principalmente para os pequenos. 5.Eu sei ... que deveria escolher cinco blogs, mas deixo para todos refletirem sobre o Natal.
Era o seu primeiro dia naquela escola. Pelo menos era o que pensavam. Não sabiam que ele já estivera ali antes, mas que diferença faria? Era apenas mais um. Ele jurava para si que aquilo tudo era obra do acaso. Mas em seu íntimo sabia que trabalhara para que voltasse àquele lugar. Não queria admitir, mas estava ali para resgatar parte de sua vida. Procurou com os olhos marcas pelas paredes, pelos cantos, pelo teto e no chão. Nada. Tudo estava mudado, exceto ele. Buscava seu melhor amigo numa briga sem razão. Buscava seu melhor momento na hora de um gol. Acima de tudo, buscava por aquela menina, aquele quase beijo numa sala vazia, aquele perfume que nunca mais sentira, a não ser em suas doces recordações. Fechou os olhos e lembrou-se de uma festa, uma tarde ensolarada e de muitos risos, olhares e desejos. Lembrou-se que era um sonhador. Em seu transe quase profundo abriu os olhos e não pode esconder a vermelhidão no rosto quando uma menina tocou-lhe o ombro dizendo: - Hei professor, já soou o sinal...
Hoje Guarulhos, a cidade em que nasci completa 449 anos. “Foi fundada em 8 de dezembro de 1560 o aldeamento dos índios Guarus da tribo dos Guaianases, integrantes da nação Tupi, pelo Padre jesuíta Manuel de Paiva, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição. Teve sua origem como um elemento de defesa por se temer um ataque Tamoio ao povoado de São Paulo de Piratininga, sendo um de seis povoamentos para tal.
Em 1880, Guarulhos se emancipa de São Paulo, com o nome de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos, adotando o nome atual pela Lei nº 1.021, de 6 de novembro de 1906.” (Fonte: Wikipédia)
Mas como nem tudo é festa, hoje também é lembrada a morte do beatle Jonh Lennon, considerado um dos maiores ícones do século XX. Para alguns ele é considerado um subversivo, com mensagens subliminares em suas músicas, e “alienista”, por envolver-se com religiões e seitas orientais ligadas à meditação.
Para outros um grande ativista e mensageiro a paz. Para mim ele faz muita falta no cenário musical, seja com mensagens religiosas ou mensagens sociais.
Hoje deixo abaixo o vídeo “Para Lennon e McCartney” dos integrantes do Clube da Esquina e faço menção honrosa às músicas “Empty Garden” de Elton Jonh e “Canção do Novo Mundo”, interpretada por Beto Guedes, outro do Clube, cuja letra diz:
“Quem souber dizer a exata explicação Me diz como pode acontecer Um simples canalha mata um rei Em menos de um segundo Oh! Minha estrela amiga Porque você não fez a bala parar?”
O que me prende a você Me faz cada vez mais livre. Cordão de prata amarrado No ventre de um coração dourado. Sou Fênix de uma outra história Renascido das noites escuras Das mágoas de tristes memórias. As asas que você me deu Me fazem voar para longe E sempre estar ao seu lado E sendo assim, sempre seu Saio pelas ruas da cidade Com um largo sorriso no rosto Porque você conseguiu Arrancar minhas amarras Me deu garras e olhos perfeitos Para poder enxergar que seu peito É morada de felicidade E me faz a cada dia Cantar um hino à liberdade