É tamanho o silêncio que se faz,
Que nem sozinho eu falo mais.
Nem seu nome eu pronuncio
Andando na sua rua.
No chão as folhas caídas
Sem esperanças de outra estação.
As memórias são distorcidas:
Beijo, abraço, aperto de mãos
Amputadas pelo tempo.
Eu sei que plantei o vento,
Mas nem tempestade posso colher.
No deserto da sua porta
Espero seu rosto aparecer.
Só que não, nada acontece;
Tudo é vazio e sem direção.
Sou como um fantasma no cio
Procurando assombração...
(Alcides Vieira)
O silêncio por vezes é tão assustador que chega a ser barulhento. Mas por vezes ele é tão necessário...
ResponderExcluirO versejar, bem como as rimas ficaram incríveis! Parabéns, poeta!
Beijo meu!
Caramba, esse Abismo ficou assombrado, quase dois meses sem postagens rsrs.
ResponderExcluirEu concordo com você, companheira Lu Maravilha: por vezes o silêncio é necessário.
Beijo meu!
Alcides