
Vejo os primeiros pingos pelo vidro do carro.
Pessoas apressadas fogem do temporalE as nuvens anunciam que quem ficou pra trás
Vai sofrer na Marginal.
Chego em casa e, na secretária,
Nenhum telefonema.
Ligo a tv
As notícias são sempre as mesmas:
Falam sobre o dólar e o tempo,
Eu queria saber algo mais.
Acabou a energia e não há nada a fazer
Senão fingir que estou bem
Depois ir pra cama dormir sem você.
Enquanto durmo a chuva bate na janela
Sonho que você voltou, é primavera
E acordo no meio da noite, você não está.
Enquanto durmo a chuva bate na janela
Acordo chorando e vejo a porta entreaberta
Por onde sempre espero você voltar.
PS. Este poema foi reeditado para lembrar que chove há 43 dias em São Paulo.








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