sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Ameixas verdes e amarelas


















As hienas alienadas
Riem da situação:
Entre togas, becas e botas,
Raposas farsantes, magistradas,
Ferem a Constituição.
O poeta desanima,
Não consegue nenhuma rima.
Sabe que a saída é pela esquerda.
“Com a chave na mão
Quer abrir a porta,
Não existe porta”
Mesmo assim ele tenta,
Passa perto das hienas
Que depois de caírem em si
Dão um sorriso amarelo.
Mas é tardio o momento
Para arrependimento.
As botas avançam depressa
Para conterem manifestações.
Cala boca já morreu
Mesmo assim restou o peito
E o poeta lembra uma rima
Que agrada aos homens brancos
E as hienas burras não entendem;
“Ameixas
Ame-as
Ou deixe-as”.

                                                  (Alcides Vieira)

5 comentários:

  1. "Mas é tardio o momento.
    Para arrependimento.
    E tavez seja mesmo!

    Lúcidos e reflexivos versos!
    Adorei as rimas..
    Quanto a música, super atemporal!

    Beijos!


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    Respostas
    1. Agora é só sentir na pele. Mas as hienas acenam com sorrisos amarelos.

      Beijo!

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  2. Esse Abismo
    Está muito abismado.
    E precisa
    Ser atualizado. rs

    Beijos e risos, amigo!

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    Respostas
    1. Já que você pediu, tá aí, um poema novinho em folha. rsrs

      Beijo pra ti!

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    2. E lindo, por sinal!
      Grata pela consideração.rs

      Beijo!

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